Memória.
Sabe quando alguém rasga uma folha de papel e sobrepõe as duas metades para rasgar de novo? Depois empilha os quartos desiguais para cortar mais uma vez? E mais uma vez ainda, o maço agora com oito lâminas? Fazemos o mesmo vida a fora. Retalhamos em duas uma página do passado; depois em quatro; em seguida em oito, até que os fragmentos se percam no lixo do tempo. E, ingênuos, decretamos missão cumprida, como se a memória – essa catadora obstinada – não trabalhasse dia e noite, dia e noite, dia e noite.


Bela e profunda imagem. Se brincar a gente se inspira e escreve outros textos sobre o tema. :)